domingo, 30 de janeiro de 2011

Despeço-me

nada de proximidades, senão a máscara cai – e dou as costas.
Saio andando naturalmente.


segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

2011

Quero e preciso, minha alma pede:

música, muito estudo, muita leitura, muito tesão, muitas viagens, muito sonho, muita insônia, muita inspiração, muita emoção, muitos amigos (e até inimigos).
Menos vícios, menos insatisfação, menos revolta, menos intrigas, menos fofoca, menos fraqueza, menos mágoas, menos acomodações...
Mais tudo e menos tudo...
Mais paciência, menos espera, mais espera e menos paciência.
Mais contradição, mais clareza, mais harmonia, mais sintonia, mais intuição, menos razão.

Mais equilíbrio.

Eu quero a paz de poder dizer: sim, eu sou feliz!



sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Adeus 2010.

Tanto tempo, tanta coisa.

Todo ano acontece uma coisa muito muito ruim, pra me deixar acabada, desolada, arrasada mesmo!
Mas esse ano não, esse ano foi diferente. Nem bom, nem ruim. Nem chorei tanto nem ri tanto.
Ainda preciso lidar com a arte do desapego, errar menos, me preocupar menos...
Enfim, são tantas coisas, sentimentos, lembranças, tanto tempo!
Fui feliz, sou feliz. O vazio não me persegue, nem me assombra, nem me dói a alma como antes.
Estou dando adeus mas o ano ainda não acabou, tem muita coisa pela frente.
Dia 31 que me aguarde!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Afligia muito querer e não ter.

Ou não querer e ter.
Ou não querer e não ter.
Ou querer e ter.
Ou qualquer outra enfim dessas combinações entre os quereres e os teres de cada um, afligia tanto.

[Caio F.]
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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Tinha terminado, então.

Porque a gente, alguma coisa dentro da gente, sempre sabe exatamente quando termina. Ou quando começa: certo susto na boca do estômago. Como o carrinho da montanha-russa, naquele exato momento lá no alto, justo antes de despencar em direção. Em direção a quê?
Depois de subidas e descidas, em direção àquele insuportável ponto seco de agora.

[Caio F]